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Homem é detido em Maceió após amarrar focinho de cachorro com fita isolante para calar latidos

Cachorro resgatado após ter focinho amarrado com fita isolante em Maceió

Um homem de 47 anos foi preso em flagrante na noite de terça-feira (30) em Maceió, capital de Alagoas, após amarrar o focinho do próprio cachorro com fita isolante. A prisão foi realizada por militares do Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) no Conjunto Luiz Pedro I, no bairro de Petrópolis, na parte alta da cidade.

A ação começou com uma denúncia feita por vizinhos. As guarnições chegaram ao endereço após receberem um vídeo que mostrava o animal dentro da casa com o focinho amarrado. Com a imagem em mãos, os policiais se deslocaram até o imóvel e confrontaram o proprietário.

Ao ser questionado, o homem de 47 anos afirmou que havia colocado a fita devido às reclamações dos vizinhos em relação aos latidos constantes do cachorro. A justificativa, no entanto, não impediu a prisão: a conduta configura crime de maus-tratos a animais.

Diante do flagrante, o suspeito foi conduzido à Central de Flagrantes, onde foi autuado pelo crime de maus-tratos. O animal foi encaminhado ao Centro de Zoonoses da capital para receber os cuidados veterinários necessários.

O caso se enquadra na chamada Lei Sansão. A Lei nº 14.064, sancionada em setembro de 2020, alterou a Lei de Crimes Ambientais e tornou mais severas as penalidades especificamente para quem maltrata cães e gatos. Para esse tipo de crime, a legislação prevê reclusão de dois a cinco anos, multa e proibição da guarda do animal.

O cenário legal ficou ainda mais rigoroso em 2026. Um decreto assinado pelo presidente Lula e pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, elevou a multa administrativa para esse tipo de infração, que passa a variar de R$ 1.500 a R$ 50 mil — ante um teto anterior de R$ 3 mil. O fato de a infração ter sido cometida pelo próprio tutor do animal é considerado agravante pela norma.

O caso de Maceió não é isolado. Embora a legislação tenha avançado nos últimos anos, muitos casos ainda expõem a necessidade de penas mais rígidas e de uma fiscalização mais efetiva em todo o país. Em Santa Catarina, por exemplo, os boletins de ocorrência por maus-tratos saltaram de 1,3 mil em 2015 para mais de 4 mil em 2024, um aumento de 206,4%.

Quem presenciar ou suspeitar de maus-tratos a animais pode acionar a Polícia Militar pelo 190 ou registrar um boletim de ocorrência na delegacia mais próxima. É fundamental reunir provas como fotos, vídeos e nomes de testemunhas para fortalecer a denúncia. No caso de Maceió, foi exatamente um vídeo gravado pelos vizinhos que levou à prisão do suspeito.

Chico Sabe Tudo
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