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"Bateu muito forte no meu rosto e o povo gritando pra me soltar", diz grávida arrastada pelos cabelos por PM

A mulher que foi agredida e arrastada pelos cabelos por um policial militar no bairro do Santo Antônio Além do Carmo, em Salvador, fez um desabafo sobre as agressões sofridas no último domingo (3). Em entrevista ao G1 nesta quarta-feira (6), a grávida de três meses disse que participava da trezena de Santo Antônio quando a guarnição chegou e abordou o rapaz. Toda a ação foi registrada em vídeo.

"Eu estava aqui na praça com minhas duas filhas quando eles chegaram e começaram a abordar o menino, perguntando onde estava a droga. Aí eles começaram a bater no menino e todo mundo começou a gritar pedindo para parar, porque eles estavam agindo com muita violência", relatou a mulher, que preferiu não se identificar.

Segundo a Polícia Militar, o vídeo com o flagrante já foi encaminhado para a corregedoria da corporação para ser submetido a análise. Em nota, a instituição informou que a corregedoria do 18º Batalhão instaurou um feito investigatório para apurar a conduta dos policiais militares e está adotando todas as medidas administrativas necessárias que o caso requer.

Conforme a PM, "as imagens estão sob análise do comandante da unidade e os PMs, que nitidamente se excedem na abordagem, foram afastados das atividades operacionais".

Ainda em nota, a PM afirma "que todo comportamento de integrantes da corporação que fuja à técnica policial será apurado com rigor, pois a PM não coaduna com ações desta natureza, e os casos isolados não podem comprometer o bom desempenho da tropa baiana".

De acordo com o tenente coronel Arnaldo, comandante do 18º batalhão da PM, o policial que bateu na mulher grávida já foi afastado da atividade operacional. "Estamos apresentando ele ao departamento de promoção social e será acompanhado por um psicólogo", disse à reportagem da TV Bahia.

À espera do quarto filho, ela relatou como ocorreu a agressão. "Eu era só mais uma das pessoas que estavam aqui e não sei porque ele me escolheu para bater. Ele puxou meu cabelo com força, estou com dor no pescoço até agora", conta.

    Bateu muito forte no meu rosto e o povo gritando para me soltar, que eu estava grávida, e ele continuou me agredindo

De acordo com a vítima, o policial que a agrediu não estava junto com a guarnição que abordou o jovem no bairro.

"O policial que deu o tapa na minha cara não estava junto com a guarnição que agrediu o menino. Só tinha uma viatura e de repente apareceu a outra. Começamos a gritar porque tinha muita gente, muita família, gritamos que era covardia, que ele ia matar o menino", conta.


Por G1 BA

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