
A Polícia Civil concluiu as investigações sobre a morte da empresária Flávia Barros dos Santos, de 38 anos, e indiciou o policial penal Tiago Sostenes Miranda de Matos pelo crime de feminicídio. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (1º) pelo delegado Mário Leony, responsável pelo caso.
O crime aconteceu no dia 22 de março, dentro de um quarto de hotel na Zona Sul de Aracaju. Segundo as autoridades, Tiago atirou contra a namorada e, logo em seguida, tentou tirar a própria vida. O casal era residente de Paulo Afonso, onde a vítima era conhecida por sua atuação no setor empresarial.
Tiago, que na época ocupava o cargo de diretor do Conjunto Penal de Paulo Afonso, chegou a ficar internado por três dias sob custódia no Hospital de Urgências de Sergipe (Huse). Após receber alta médica, ele foi transferido para o Presídio Militar (Presmil), onde permanece detido.
Durante o inquérito, o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) reuniu provas técnicas, depoimentos e analisou imagens de segurança. O Instituto de Criminalística também realizou perícias no local para entender a dinâmica exata do ocorrido e fundamentar a acusação.
Com a repercussão do caso, a Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização da Bahia (Seap-BA) exonerou Tiago do cargo de chefia que ocupava na unidade prisional de Paulo Afonso. A defesa do policial penal informou que, por enquanto, não irá se manifestar sobre o indiciamento.
Flávia Barros havia comemorado seu aniversário apenas uma semana antes de ser morta. O caso gerou grande comoção entre os moradores de Paulo Afonso, que acompanham os desdobramentos da investigação policial em Sergipe.
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