Foto: Uendel Galter/Ag. A Tarde
As contas públicas da Bahia acendem um sinal de alerta. O próprio planejamento do governo Jerônimo Rodrigues (PT) prevê que a dívida consolidada líquida do Estado poderá atingir o equivalente a 44% da receita corrente líquida em 2027.
O percentual chama atenção quando comparado aos dados divulgados pela Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz). Em 2026, a relação entre a dívida consolidada líquida e a receita corrente líquida estava em aproximadamente 35%. Caso a projeção para 2027 se confirme, o indicador poderá registrar um aumento de cerca de nove pontos percentuais.
Os números levantam questionamentos sobre a evolução das contas estaduais e a capacidade do governo de manter o equilíbrio fiscal nos próximos anos. Diante dessa diferença, surge uma questão: quais fatores explicam a projeção de aumento do indicador e quais medidas o governo pretende adotar para preservar as contas públicas?
A preocupação também encontra respaldo em análise publicada pela Folha de S.Paulo, que apontou uma piora nos indicadores fiscais da Bahia durante a gestão de Jerônimo Rodrigues, apesar do aumento dos investimentos públicos.
Por outro lado, a Sefaz sustenta que o endividamento estadual permanece controlado. Mesmo se alcançar os 44% projetados, o indicador continuará abaixo do limite de 200% da receita corrente líquida estabelecido para os estados. Estar abaixo desse teto, porém, não elimina a necessidade de acompanhar a evolução da dívida.
É importante destacar que os 44% representam uma projeção para 2027, e não um percentual já registrado. Ainda assim, a diferença em relação ao indicador de 2026 merece atenção e explicações sobre o planejamento fiscal do governo baiano.
Fonte: Secretaria do Planejamento da Bahia (Seplan-BA), PLDO 2027; Secretaria da Fazenda da Bahia (Sefaz-BA); Folha de S.Paulo.


