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Deputado Federal Jean Willys acusa policiais de Jeremoabo-BA, por prática de tortura a preso.

Publicado por Rodrygo Ferraz em domingo, 30 de outubro de 2016

O comandante do Batalhão envolvido no caso, tenente coronel Bruno Lopes Sturaro disse que a situação aconteceu no mês de agosto na zona rural do município de Jeremoabo.


O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) denunciou, nesta sexta-feira (28), a prática de tortura por agentes da Polícia Militar da Bahia. O parlamentar compartilhou um vídeo em que um homem preso é atingido repetidamente por uma barra de ferro. O acusado consegue sair da viatura, mas continua a apanhar dos PMs. Em seu perfil no Facebook, Wyllys diz que o vídeo mostra que os policiais “claramente torturam um preso algemado, dando-lhe pauladas e cacetadas, enquanto ele corria tentando sobreviver”. “Nesse tipo de caso, o maior erro que podemos cometer é perguntar qual teria sido o crime cometido. Em nenhuma situação é razoável policiais torturarem alguém só porque acharam que aquela pessoa, naquele momento, merecia. Essa é uma pratica internacionalmente condenada”, defende o deputado. O parlamentar cobrou que o comandante da PM, Anselmo Brandão, a Secretaria de Segurança Pública (SSP-BA) e o governador Rui Costa se posicionem e busquem esclarecer o caso. 

O comandante do Batalhão envolvido no caso, tenente coronel Bruno Lopes Sturaro, disse ao Aratu Online que a situação aconteceu no mês de agosto na zona rural do município de Jeremoabo, a 405 km de Salvador. “Os policiais foram atender uma ocorrência sobre um homem que teria algum problema mental e estaria embriagado agredindo algumas pessoas no local”, detalha o PM.

“Esses policiais demonstraram em fortes evidências que não têm preparo para atuar como agentes que garantem o cumprimento da lei. É preciso afastá-los, inclusive para que outras na corporação não se sintam à vontade para torturarem quem acharem que devem. As consequências de um poder policial contaminado por essa lógica seriam desastrosas para toda sociedade”, alerta. 

Ele admite que os militares se excederam e garante que o trio está respondendo processo administrativo. “Tomamos conhecimento das imagens dias depois da situação. Começamos a apurar e afastamos os envolvidos. Atualmente, estamos em fase final de apuração e o comando geral vai decidir a punição dos policiais”, finaliza o tenente coronel.



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